sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Poema do Vô Quincas.
Esse é um poema do meu bisavô Quincas,
escrito lá no início do século 20.
 
MIRAGEM (Para Margarida)
 
Às vezes eu me julgo um beduíno
A caminhar por um Saara imenso...
O solo fervesob um sol a pino,
Ondula o ar sob o calor intenso.
 
E esse deserto ingente é meu destino.
Na fimbria do horizonte às vezes penso
Ver surgir um oásis, dom divino,
Longínquo aceno de amoroso lenço.
 
Mas é a visão do bem que não se alcança,
Fugindo sempre ante a nossa ansiedade,
Fudindo sempre ao nosso olhar que avança...
 
Quimera, sonho azul, irrealidade,
Miragem mentirosa da esperança
Neste deserto infindo da saudade.

Thy words:

*___*

FODA!

=*


que foda!!!
*-*
que lindo!

x***************


Uau, impressionante!

Se ele tiver mais poemas, compile numa edição organizada e publique ^^


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